#meuamigosecreto

Origem

25 de novembro é o Dia Mundial de Combate à Violência contra a Mulher. Aproveitando a data e o início das celebrações de fim de ano, surgiu uma campanha online (que disseminou-se, principalmente, no Twitter e no Facebook) e que logo chamou a atenção de muita gente.

A hashtag #meuamigosecreto, apesar do nome de brincadeira de fim de ano, tinha inicialmente a intenção de denunciar atitudes do cotidiano que, mesmo passando despercebidas, são consideradas machistas e praticadas tanto por homens, quanto por mulheres.

Muitos dos relatos poderiam ser claramente ligados a ex-chefes, namorados, maridos, parentes ou amigos, enquanto que outros eram atitudes consideradas comuns e que qualquer pessoa pode praticar sem consciência da real gravidade. Houve ainda relatos mais sérios, que falavam sobre abusos e assédios semelhantes aos compartilhados na campanha realizada em outubro, a #MeuPrimeiroAssedio.

Embora a denúncia ainda seja a forma mais usada da hashtag, como tudo que o que circula na rede, ela foi se modificando e logo #meuamigosecreto tornou-se irônico para alguns e indiretas para outros. Os usuários começaram a compartilhar assuntos que não tinham nenhuma relação com o tema principal – serviam apenas para expressar seu próprio descontentamento, relacionado a diversos comportamentos diferentes.

Gramática/Sintaxe

Os relatos são feitos sempre de uma forma parecida e padronizada que começa com “O #meuamigosecreto…” e conta a denúncia em questão. É muito semelhante à própria brincadeira de Amigo Oculto, onde a pessoa que dá o presente se pronuncia diante dos outros participantes, dando dicas sobre quem é seu amigo secreto.

O protesto em forma de hashtag possibilita que um número muito maior de pessoas seja atingido pela campanha, além de facilitar a busca e filtro para quem quer saber mais sobre o assunto.

Difusão e Repercussão

Como podemos observar pelo Google Trends, é comum termos uma procura pelo termo nesse período de final de ano. Porém, se observarmos o ano de 2015, veremos que o número de buscas é muito maior do que o dos períodos anteriores (o que mostra que, nesse ano, a pesquisa não é apenas pelo significado real dessa tradição de Festas). Diversas personalidades entraram no clima da hashtag e resolveram fazer suas próprias denúncias: a lista de nomes contém, por exemplo, a ex-candidata à presidência da República, Luciana Genro.

Exemplos Notáveis

 

Dandara Bolada
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Nome
Dandara Magalhães
About / Bio
Dandara Bolada é mestranda pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFF e participante ativa do #MUSEUdeMEMES desde sua graduação, onde foi bolsista de extensão do projeto. Como bondosa presidenta dessa nação memética, preocupa-se em pesquisar o universo dos memes e charges políticas (e mantém um olho no golpe e outro no Temer). Soberana e poderosa, a Bolada é rainha o resto nadinha. VLW FLW
 
 

4 comentários

  1. Victória disse:

    Quem iniciou a campanha com a hashtag foi a página/coletivo Não Me Kahlo 🙂

  2. Vanessa disse:

    Vocês nem disfarçam mais, colocar ativismo feminista em um museus de MEMES?
    Como as lacradores mesmo dizem “para que tá feio”. Esse pessoal de humanas dá federal tem que estragar algo tão legal que são memes.

  3. Renato Maia disse:

    terceiro

Comentários

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