Na madrugada de quarta-feira, dia 1 de Julho, foi votada a Proposta de Emenda Constitucional que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. A principio, a PEC foi rejeitada pelo congresso, mas no dia seguinte, o texto foi reformulado e aprovado com 323 votos favoráveis. A proposta aprovada compreende a redução da maioridade penal em três casos em especial: crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguinda de morte.

A aprovação dessa PEC pelo plenário só foi possível após o presidente do congresso, Eduardo Cunha, ter articulado uma manobra para que fosse realizada uma nova votação. Essa manobra foi considerada inconstitucional e claramente favorável a interesses particulares de Cunha.

O ato, considerado por muitos um retrocesso na história do código penal brasileiro, gerou um megabuzz na internet. A hashtag #CunhaGolpista esteve entre os Treding Topics brasileiros durante toda a quinta-feira; os tweets traziam mensagens de repúdio e indignação pela decisão e muitas vezes acompanhados de image macros com legendas que ironizam a situação. No próprio BuzzFeed houve posts que se referiam ao acontecido.

Alguns exageraram um pouco na dose e compararam Cunha com Hitler…

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Também teve tweet da Dilma Bolada sobre o assunto…

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A movimentação envolta da indignação da manobra de Cunha, gerou também um ato de memeativismo online. Um tuitaço com a hashtag #AnulaSTF, com políticos e anônimos, mobilizou o Twitter propondo a anulação da votação da PEC da maioridade penal pela sua inconstitucionalidade.

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Memes como esse geram questionamentos sobre o seu papel na atividade política. Afinal, o meme pode ser usado como crítica? Existe algum engajamento político? A resposta é sim às duas pergunta. O memeativismo contribui muito para identificar o que o povo pensa sobre o assunto e como ele reage às ações políticas.

1 comentários

  1. Renato Maia disse:

    primeiro

Comentários

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