thumbnail (2)David Horvitz é um artista norte-americano e residente de Nova Iorque conhecido por, além de projetos fotográficos e de arte performática, realizar algo que poderia ser considerado como “intervenções urbanas no espaço virtual”. Ele já realizou alguns projetos curiosos via internet, sempre exigindo interatividade e colaboração em suas criações. Seu projeto com maior visibilidade até hoje foi o meme “241543903”.

Em Abril de 2009, David postou em sua conta do Flickr uma imagem colocando sua cabeça dentro do freezer. A ideia teria surgido depois que David sugeriu que sua amiga com febre colocasse a cabeça no congelador para sentir-se melhor. A foto foi publicada com uma única tag: “241543903” (conforme reza a lenda, uma combinação entre o número de série do refrigerador e o código de barras de alguns produtos que nele estavam).

thumbnailDias depois, foi feita uma postagem no Tumblr acompanhada de uma segunda imagem, com instruções para que as pessoas publicassem fotos etiquetadas com o tal código em sites. O objetivo era que serviços de busca por imagem retornassem com estas fotografias como resultado quando o número fosse pesquisado. Os internautas, então, começaram a publicar suas “releituras” da foto e, em dois dias, mais de duzentas imagens do gênero já circulavam pela internet. A moda se espalhou tanto nos dois sites, quanto nas redes sociais Twitter e Facebook. Horvitz, então, teria mandado um pacote com 100 filipetas contendo as instruções da “intervenção” para um amigo que estava no Brasil, que as distribuiu para pessoas aleatórias na rua. A partir daí, a prática também virou febre no saudoso Orkut, que ainda era dotado de uso massivo por brasileiros na época.

A empresa Nívea chegou a apropriar-se do meme para um anúncio de loção pós-barba em alguns países, como Reino Unido e Holanda. Com a imagem de um homem com a cabeça no freezer, o anúncio continha a frase “Encontre uma maneira melhor de suavizar sua pele depois de se barbear”. De tempos em tempos, a foto original (acompanhada de instruções) é repostada na internet, fazendo com que, até hoje, anos depois de seu auge, a prática continue ganhando adeptos.

1 comentários

  1. Renato Maia disse:

    primeiro

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