#MUSEUdeMEMES Entrevista: MemeNews

Há uma percepção geral, tomada pelo senso comum, de que os memes de internet são incapazes de abordar “assuntos sérios”. Dentro das pesquisas do #MUSEUdeMEMES, o tempo todo exploramos casos de memes que, ao contrário do que esta impressão inicial nos sugere, expressam posicionamentos políticos, de participação popular e engajamento evidentes.
 
Do meme “Muitos votaram porque eu era o vice” aos diferentes conteúdos que circularam no período da Greve dos Caminhoneiros, que parou o Brasil em maio de 2018, tem sido cada vez mais comum notarmos situações em que o compartilhamento de memes sobre política evocam o noticiário e associam o acontecimento a uma certa dose de humor.
 
Há, porém, uma distância enorme entre o uso feito por internautas desse tipo de linguagem com o modo ainda tímido como ela é explorada pelos meios de comunicação. Uma tentativa de experimentar mais com os formatos advindos da internet é o que o move o projeto MemeNews, uma newsletter que usa memes de internet e GIFs para noticiar diferentes temas e acontecimentos recentes do Brasil. O projeto esteve no ar entre os meses de março a agosto de 2018, e retornou agora, após um breve período de férias. A redação envia e-mails de segunda à sexta-feira a seus assinantes com informações sérias que incorporam elementos de humor. Financiado pela Open Society Foundation por meio de um projeto que pretende unir humor e mudanças sociais, o MemeNews está de volta à ativa com uma série de novidades, entre elas um site e novos perfis em mídias sociais.
 
O #MUSEUdeMEMES conversou com o editor de texto Roberto Kaz e o editor de memes Afonso Cappellaro para conhecer mais sobre o trabalho do MemeNews. Confira abaixo a entrevista e ponha mais memes no seu noticiário.

 

 
#MUSEUdeMEMES Como surgiu a ideia do MemeNews e como vocês se reuniram para tocar o projeto?
Roberto Kaz Eu trabalhava na Revista Piauí, fazendo a Piauí Herald. Em 2017, a Open Society Foundation (OSF) convidou a Piauí Herald para um encontro em Chicago, organizado pelo The Onion, site de notícias satíricas. Tinha um festival de humor do The Onion, e a OSF abriu espaço para pensar em projetos que tivessem a ver com humor e Direitos Humanos. Então tinham três grupos: um do Brasil, outro da Colômbia e um do México para pensar em projetos para os próprios países. Do Brasil, eles convidaram a Piauí Herald, o Afonso Cappellaro, que já tinha trabalhado no programa de TV Esquenta!, a Juana Kweitel, diretora-executiva da ong Conectas, o Guilherme Melles, do Quebrando Tabu, e o Caio Tendolini, do Instituto Update. Tivemos meia hora para pensar o projeto. O Afonso jogou a ideia de que deveríamos fazer algo com memes e, nisso, pensamos em fazer uma newsletter. O projeto surgiu em 15 minutos, foi muito rápido. Alguém falou em fazer uma newsletter de notícias, e eu falei que tinha que ser antes da notícia e que seria interessante criarmos uma newsletter de agenda do Congresso, que se antecipasse ao próprio noticiário. Nós apresentamos o projeto, eles gostaram. Voltamos para o Brasil e depois voltei aos Estados Unidos mais uma vez para apresentar o projeto do MemeNews. Eles concederam um financiamento de US$ 30 mil para realizarmos o projeto. Ninguém ganha praticamente nada, porque tivemos de gastar uma grana para desenvolver o negócio. Assinamos outras newsletter como a do Poder 360, que é muito boa, sobre a agenda do Poder Executivo e a do Jota. Tivemos de desenvolver o site e impulsionar propaganda no Facebook.
 
#MUSEUdeMEMES Quem é o público do MemeNews?
Roberto Kaz A gente não sabe exatamente. Imagino que sejam pessoas de uns 25 anos para cima, 25 a 35 anos porque tem que ser um público que entenda a linguagem de meme e ao mesmo tempo um público que use e-mail, então não é um público muito jovem. Eu tenho uma irmã de 15 anos que acha o MemeNews coisa de velho porque ela não usa e-mail, ninguém da galera dela usa. Talvez não seja um público muito mais velho, talvez seja, mas talvez eles não estejam acostumados com uma linguagem de memes. Então, eu chutaria que seria algo entre 25 e 35. A taxa de abertura01 gira em torno de 32%, que é o dobro da taxa de abertura do mercado. Pelo menos a gente parece satisfazer o leitor.
 
#MUSEUdeMEMES Como é feita a edição das notícias e dos memes escolhidos?
Roberto Kaz Contratamos uma repórter de Brasília, que é a Adriana Veloso. Ela é incumbida de fazer a seleção das pautas de manhã, enviar as pautas por WhatsApp. A Juana escolhe as pautas, a Adriana escreve, eu edito. Uma vez editadas, o Afonso coloca os memes. E, colocados os memes, a Adriana monta a newsletter no Mailchimp e dispara. Isso é feito, mais ou menos, entre 9h e 14h.
 
#MUSEUdeMEMES O MemeNews produz reportagem?
Roberto Kaz Não temos conteúdo próprio. A ideia é tentar divulgar coisas que já estão circulando, mas em uma linguagem mais acessível, e que entra por outro caminho que não seja só informação, então acaba entrando pelo humor. De certa forma, quanto mais chata a notícia, mais ela nos interessa porque temos uma missão de fazer esta notícia palatável.
 
#MUSEUdeMEMES Quais foram as dificuldades encontradas pela equipe para associar humor com as pautas relacionadas aos Direitos Humanos?
Afonso Cappelaro Eu e o Roberto trabalhamos na Piauí Herald e eu também sou redator do Greg News. Todos esses projetos trabalham com humor e fatos de política, e tudo mais. Cada um de uma maneira diferente. Acho que os três esbarram na mesma dificuldade que é como abordar temas difíceis e sensíveis a um monte de gente usando humor, sem ser desrespeitoso, mas também sem ser ausente. Acho que, com o meme, é mais difícil ainda, pela síntese [proporcionada pela linguagem]. No caso do MemeNews, o texto muitas vezes tem o punch line do humor, com a piada do meme junto com uma editorialização também. Acho que a grande dificuldade é justamente manter essa sensibilidade e tentar exercer um olhar sobre coisas que não necessariamente têm a ver com a minha realidade. Então eu acho que quando falamos de feminismo, direitos indígenas, movimento negro e tudo o mais, buscamos conversar com o pessoal que está ligado a isso. Na equipe do MemeNews, temos a Juana, a Ana e a Adriana que são parte da equipe. Então nessa seara feminista, sempre conversamos com elas e pedimos opinião, debate, o que é sempre construtivo pra gente. Mas eu acho que é um pouco isso, saber medir, dosar.
 

 
Roberto Kaz A ideia é fazer o humor. E o humor tem um canal de entrada que é diferente do canal de entrada da informação. A segunda função do meme é quando ele consegue ser um comentário à notícia. Em alguns momentos, isso aconteceu. Divulgamos uma notícia sobre os cinco anos das manifestações de 2013. O Afonso ficou muito tempo tentando encontrar um meme [em formato de GIF] para isso, até que ele encontrou um que era perfeito: certamente de um filme de comédia pastelão, que era um monte de gente tentando subir no ônibus lotado, e uma última pessoa tenta entrar, e acaba puxando todo mundo para fora do ônibus. Acho que foi algo muito bom, que começou com uma metáfora a partir do transporte urbano e que foi parar em um cenário horroroso da atual situação política do Brasil. Outro caso também foi o saldo da intervenção militar no Rio de Janeiro, um saldo muito negativo, que aponta para o aumento de número de tiroteios e de assassinatos. O meme que ele colocou é de um filme estilo Monty Python, com muitos militares entrando em banheiro químico. O militar abria a porta do banheiro e entravam 20 militares em fila. Era um bom comentário a respeito da notícia. Às vezes o meme é uma ilustração da notícia, mas, quando ele comenta a notícia, eu acho muito bom!
 

 
#MUSEUdeMEMES Vocês enxergam, neste casamento do humor com “coisa séria”, um potencial caráter explicativo?
Afonso Cappelaro Eu acho que sim. Quando a gente pensou o MemeNews, a ideia era justamente essa. Lá atrás, nosso projeto tinha até mais a ver com o Diário Oficial, esse tipo de coisa. Seria meio uma tentativa de aprofundar o Diário Oficial, e se aprofundar em coisas que não estão sendo discutidas ou que estão sendo discutidas em um “juridiquês” bizarro, manobras que estão sendo feitas e tudo o mais, e trazer isso para uma linguagem acessível, deixar isso gostoso de se ler, com humor e com meme. Depois, mudamos esse aspecto, abrangendo um monte de outras fontes ‐ mesmo porque essa rotina de Diário Oficial é uma coisa muito grande, uma estrutura que só jornal grande consegue manter. Mas eu acho que sim, temos esse aspecto explicativo. Acho que conseguimos colocar algumas coisas no radar das pessoas que não estavam atentas àquele assunto, ou fazer chegar algo que não necessariamente chegaria se não tivesse esse caminho. Antes desse intervalo do projeto02, fizemos uma pesquisa com um certo número de pessoas que responderam escrevendo justamente isso: “eu não tinha ideia de que isso tava acontecendo” ou “vocês trouxeram um assunto que eu não entendia direito”. Então, tem esse trabalho de tentar traduzir isso e tentar interpretar as coisas [para um público não-habituado].
 
#MUSEUdeMEMES Você diria que este era o principal objetivo, de traduzir matérias em memes? De facilitar o acesso a estas informações a pessoas que não estavam sendo alcançadas antes?
Afonso Cappelaro Acho que esse era nosso grande objetivo. Nosso outro grande objetivo, que fica mais difícil de medirmos, é dar os caminhos de engajamento das pessoas. Tirar o leitor dessa situação passiva de ficar esbravejando e xingando o jornal e dar o caminho para ele falar ou assinar uma petição ou externalizar a ideia dele sobre aquele assunto. Tentamos sempre fazer isso mas em termos mensuráveis, para o nosso lado, fica difícil porque não temos quantos e-mails foram mandados para o relator do projeto do agrotóxico, por exemplo. Esperamos que as pessoas pelo menos, mesmo que não mandem o e-mail, entendam essa relação que elas podem ter mais próxima da ação política.
 
#MUSEUdeMEMES Vocês acreditam que as pessoas estão se utilizando dos memes para absorver melhor a notícia?
Afonso Cappelaro Eu acho que sim, porque o humor baixa um pouco a guarda das pessoas. Você tirar essa postura de “o mundo tá f*, o que que eu vou fazer?” A gente coloca o humor para dar uma olhada nesse negócio, dar risada. Ao contrário do que muita gente pensa, acho que isso leva a uma internalização, e a uma reflexão das pessoas e não a uma alienação, que é onde acho que o humor sempre foi colocado ‐ como se dar risada das coisas fosse você esquecer das coisas. Para mim é o contrário. Você alcança a pessoa pelo afeto, pela curiosidade, e, para chegar naquele ponto, você também tem recursos criativos, narrativos e tudo mais. Você desenvolve uma outra linha de pensamento que não necessariamente estaria dentro de uma matéria jornalística. O humor dá esse caminho…
 
Roberto Kaz Acho que sim, mas não sei se para absorver a notícia apenas. As pessoas estão se utilizando dos memes para comunicar a notícia. Um amigo me encaminhou uma manifestação em prol do Lula, que é um grande apanhado de GIFs que dura dois minutos, pelo WhatsApp. Eram pessoas dançando, o velhinho dançando com a bengala, GIFs super-conhecidos. É uma linguagem que está crescendo.
 
#MUSEUdeMEMES Como vocês enxergam o uso dos memes em matérias de sites e portais da grande mídia?
Afonso Cappelaro Acredito que é um caminho natural. Sabemos que isso passa por uma camada de filtros dentro [das redações], tanto que demora pra chegar, demora para se entender a importância disso nos jornais, e muitas vezes isso vem pelo lado “errado” ‐ quer dizer, errado para o meu entendimento da coisa e para o meu projeto editorial, pode ser o certo para eles ‐, mas vem mais por esse caminho do caça-clique, às vezes, com uma linguagem meio careta, e você vê que o veículo até que está tentando se familiarizar com as ferramentas e com a linguagem, então, acho que está valendo. Tudo que puder melhorar a leitura e fazer as pessoas lerem a notícia, melhor. Mesmo porque se a mídia mainstream ‐ que sempre foi um saco de pancadas para a esquerda e hoje virou um saco de pancadas para a direita ‐, que é justamente aquela que ainda tem essa estrutura para fazer um jornalismo decente, se ela não correr atrás de um público jovem, quem fizer isso vai arrebanhar esse público. No final das contas, o Movimento Brasil Livre (MBL) mostrou o poder desse tipo de linguagem para esses veículos e fez com que esses movimentos alcançassem uma base jovem, que já estava fugindo dos meios tradicionais. São militantes nativos da internet.
 
Roberto Kaz Eu nunca reparei [como isso é feito], certamente o Buzzfeed usa [memes]. No jornalismo tradicional, eu vejo muita coisa de compilação. Por exemplo, termina o jogo do Brasil na Copa do Mundo e já surgem notícias do tipo “Vejam os principais memes do Neymar”.
 
#MUSEUdeMEMES Já receberam alguma crítica do tipo “este assunto é sério demais, vocês não deveriam estar fazendo piada com isso”?
Afonso Cappelaro Crítica, sim. A gente já recebeu, um monte. A gente já deixou de fazer piadas também. Toda semana, por exemplo, a gente tem o espaço Marielle, no qual não fazemos piada. É uma postura editorial nossa mesmo. Tem hora de falar sério, coisas que temos que prestar atenção e ter respeito. Esse caso da Marielle, inclusive, toda vez a gente toma pancada no Facebook daquela mesma galera perguntando “e não sei quem…?”, “só porque ela era negra”, “só porque ela era militante”, todo aquele discurso a respeito da midiatização em volta da morte da Marielle. Já sofremos muitas críticas, eu acho, também por causa dessa nossa postura de tentar ver as coisas com empatia. Mas, para mim, isso é do humor. Eu não sou um advogado dessa corrente de humoristas que acha que o politicamente correto está matando a piada. Acho que existe uma responsabilidade no humor, assim como eu acho que existe uma responsabilidade no jornalismo e uma responsabilidade do cidadão. Temos que saber fazer e, inclusive, essa postura de quem acha que o politicamente correto tá matando o humor eu acho preguiçosa e egoísta. Então, sabemos ouvir as críticas, sabemos pedir desculpas, quando tem que pedir, ouvir quando tem que ouvir mas também manter a cabeça erguida quando tem que manter.
 
Roberto Kaz Toda quarta-feira a gente publica uma nota sobre a Marielle. A gente nunca usa meme, é sempre uma imagem dela. Ali não tem humor possível. É um crime terrível contra uma pessoa eleita pelo povo, negra, de minorias. A gente, até para marcar isso, sempre coloca a imagem dela. Fora isso, por vezes, tem alguns temas muito polêmicos, que acho que uma coisa que funciona muito bem nestes momentos são memes e GIFs do Choque de Cultura. São frases que ficaram muito fortes nesta cultura do meme, que, de alguma forma, enfatiza o que está sendo exposto. É o Rogerinho do Ingá falando “aqui tem informação”, o Maurílio falando “a justiça é muito injusta”. Por vezes, eu sinto que quando o Afonso tem dificuldade de encontrar um meme para a notícia, o Choque de Cultura funciona bem.
 

 
#MUSEUdeMEMES Teve algum meme que vocês gostariam de usar mas acharam que poderia ser delicado?
Afonso Cappelaro É razoavelmente comum enfrentarmos o reflexo [backlash] de uma piada, e o MemeNews, sendo uma newsletter diária, é muito difícil não sucumbir a esse reflexo, quando você tem a produção, ali, em linha. É um exercício maravilhoso fazer isso diariamente. É uma coisa que eu sinto também nas outras atividades que eu faço ‐ no Piauí Herald e no GregNews ‐ que é: nunca aceite a primeira oferta, sabe? “Beleza, eu não sou nenhum gênio, se eu tive essa primeira ideia, essa é a ideia que provavelmente mais 50 mil pessoas vão ter, então vamos tentar achar alguma outra linha ou algum outro caminho…”.
 
#MUSEUdeMEMES Nas sextas-feiras, o MemeNews publica um especial de edição temática em parceria com outras instituições. Como é feita esta parceria?
Roberto Kaz Isso surgiu a partir do caso da Marielle. O primeiro especial que fizemos foi sobre ela, quando completou um mês da sua morte. Fizemos um especial grande, com três notícias. Gostamos do resultado, e eu sugeri a ideia de fazermos mais destes especiais. Em parte, eu pensei que isso nos ajudaria a antecipar o trabalho, a ter menos trabalho porque os especiais você vai deixando pronto, deixando as sextas razoavelmente livres. Mas não é assim, porque dá muito trabalho. Você tem que ficar indo e vindo da ong, ficar mandando e-mail, convencendo [as instituições parceiras e demais envolvidos], e tal. É uma trabalheira. Mas a outra coisa que nos motivou a fazer o especial foi acreditar que seria um caminho para aumentar a base de assinantes. Então você faria a newsletter chegar a grupos que não conhecem o MemeNews. O que a gente pede nos especiais é que os grupos e ongs que estão fazendo a curadoria, que eles ajudem na divulgação. Hoje [no dia em que esta entrevista foi realizada], foi com o Sou da Paz. Eles divulgam no Facebook e no Twitter. Mas a taxa de conversão é super baixa. Um que foi super bem foi do ITS. Eles também patrocinaram as notícias. Então conseguimos uns 50 a 100 assinantes a mais. Mas, no geral, a gente aumenta pouco nos especiais. Ainda assim vale a pena, a gente coloca o nome do MemeNews em outros lugares, faz as instituições saberem da nossa existência e vira um canal de divulgação para as notícias das ongs. Está sendo mais uma coisa de parceria institucional do que comercial.
 
#MUSEUdeMEMES Como foi a seleção para o projeto receber financiamento da Open Society Foundation? A OSF tem alguma ingerência sobre o conteúdo veiculado pelo MemeNews?
Roberto Kaz Nenhuma ingerência. Nem sei se eles gostaram que a gente colocou na home que a gente é financiamento por eles. O Pedro Abramovay, que dirige a OSF, falou que nunca um projeto deles destacou de forma tão clara que eles são os financiadores. Eu acho que é importante a mídia dizer de onde vem a grana, e a nossa vem de lá. Fora isso, eles não têm ingerência alguma…
 
#MUSEUdeMEMES O projeto tem fins lucrativos? Além da verba inicial recebida da OSF, há outras fontes de financiamento?
Roberto Kaz É da Open Society também 03. A gente ainda está nesse caminho. E, agora, acho que vamos ficar quase um ano no ar, mais do que nessa primeira fase, que, no ar, foram quatro meses, mas que, do começo ao fim do projeto, foram seis meses.
 
#MUSEUdeMEMES Como está sendo a migração da newsletter para as redes sociais online? Vocês tem se fortalecido com isso?
Afonso Cappelaro Nós começamos com esse foco na newsletter. E, como começamos do zero, vimos aí um nicho para nos estabelecermos, desenvolvermos uma rotina e um procedimento diário para mantermos essa operação funcionando normalmente. Nos últimos meses, desenvolvemos outros focos, inclusive com apoio da Bia Diferentona, do #MUSEUdeMEMES, que é super-legal! 04 Foi uma experiência fantástica, e que também impacta muito. Entramos no Instagram e no Facebook. Antes, a gente fazia, basicamente, uma replicação da nossa newsletter no Facebook, e, a partir do momento que a gente começou a pensar no conteúdo desenvolvido especificamente para a plataforma, depois para os stories do Instagram, vimos um crescimento muito grande, que se refletiu inclusive no número de assinantes da própria newsletter. Então, podemos dizer que temos três focos diferentes aí: números de assinantes na newsletter, número de seguidores no Instagram e o engajamento no Facebook. Em cada um, o jeito que as pessoas interagem é diferente, com memes diferentes. Nos stories, a gente parte de um meme inicial, e a Bia faz o caminho de sequenciar isso, o que é um caminho super-legal também, porque as pessoas estão “viciadas” (eu, inclusive) em stories. Então, acho que é um jeito legal de passar essa informação, ajudou bastante inserir essa linguagem diferente de meme.
 
 

Dandara Bolada
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Nome
Dandara Magalhães
About / Bio
Dandara Bolada é mestranda pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFF e participante ativa do #MUSEUdeMEMES desde sua graduação, onde foi bolsista de extensão do projeto. Como bondosa presidenta dessa nação memética, preocupa-se em pesquisar o universo dos memes e charges políticas (e mantém um olho no golpe e outro no Temer). Soberana e poderosa, a Bolada é rainha o resto nadinha. VLW FLW
 
Iti Malia
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Nome
Tsai Yi Jing
About / Bio
Iti Malia, que nome diferente! Yi Jing Malia (lê-se Iti Malia) é graduada em Estudos de Mídias pela Universidade Federal Fluminense e mestranda no Programa de Pós-Graduação em Comunicação, também na UFF. Sempre teve apreço por besteiras na internet e um dia resolveu pesquisar memes. Aí, boom! Fez seu TCC sobre LOLcats, em 2011. Atualmente pesquisa sobre memes e campanha negativa na política. E sempre tem que explicar como se escreve, pronuncia e qual o significado do seu nome. Iti Malia!
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Sobre Dandara Bolada

Dandara Bolada é mestranda pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFF e participante ativa do #MUSEUdeMEMES desde sua graduação, onde foi bolsista de extensão do projeto. Como bondosa presidenta dessa nação memética, preocupa-se em pesquisar o universo dos memes e charges políticas (e mantém um olho no golpe e outro no Temer). Soberana e poderosa, a Bolada é rainha o resto nadinha. VLW FLW <!-- [email protected] -->